Roteiro cultural: fim de semana em Recife

July 2, 2017

O que é possível fazer em dois dias na capital pernambucana

 

Eu sou daquelas que gosta de conhecer detalhadamente o destino, que anda a pé, pega ônibus e adora bater papo com a população local. Porém, nem sempre temos tempo para fazer tudo isso e entre viajar e ficar em casa, eu geralmente prefiro viajar. E foi com esse pensamento que fui passar o ultimo fim de semana  em Recife.

 

Eu já conhecia a cidade, embora poucos saibam, foi lá que nasci. O fato é que saí de lá muito pequena e a última vez que tinha visitado foi no carnaval de 2010. Se qualquer cidade muda em sete anos, imagina uma cidade com uma cultura efervescente como Recife.

 

O primeiro passo foi pesquisar na internet as novidades e focar no que eu estava a fim de ver. Como sabia que julho é mês de chuva no nordeste, já descartei o quesito praia. Como o que não falta em São Paulo é shopping, nem cogitei esse ponto. Perfeito, ficou uma das coisas que me atraem em um destino: cultura.

 

Embarquei na sexta-feira à noite e com o atraso do voo terminei chegando no início da madrugada do sábado (são 3h e pouco de voo saindo de São Paulo). O dia amanheceu chovendo e quase estraga meus planos, mas no fim deu tudo certo.

 

Sábado - Primeira parada do dia foi o Marco Zero,  um dos cartões postais da cidade e local de onde são feitas todas as medições de distâncias do Estado. De lá é possível acessar vários outros pontos turísticos e culturais da cidade.

 

Ainda no Marco Zero perdi um tempão admirando o artesanato local em um pavilhão chamado Artesanato de Pernambucano. Vale a pena passar um tempo no local. De lá atravessei a rua para ir ao Centro Cultural da Caixa, que fica no mesmo prédio que abrigava a antiga bolsa de valores do Estado e foi adquirido pelo banco em 2006. Passeei um pouco pela exposição temporária do pernambucano Lula Cardoso Ayres, que fica em cartaz até o 27 de agosto e tem entrada franca.

 

Pelas redondezas, no próprio Recife Antigo, ainda é possível ver outros centros culturais e museus. Mas é preciso ficar atento aos horários de funcionamento dos locais.  Durante a semana abrem das 9h às 17h. Nos finais de semana abrem a partir das 13h até as 17h. A Embaixada dos Bonecos e o Centro Cultural da Caixa têm horários diferentes e abrem no sábado de manhã. 

 

Eu tinha lido sobre o Museu Cais do Sertão e sobre o Paço do Frevo e para conseguir visitá-los, fiquei fazendo hora na Embaixada dos Bonecos Gigantes, localizada na praça do Arsenal. Às 13h pontualmente, eu já estava em frente aos Cais do Sertão e fui uma das primeiras a entrar. O Cais é um museu interativo sobre o sertão nordestino, Luiz Gonzaga e a cultura do meu povo. De cara, já me impressionou. A cada vídeo, projeção, interação, eu ia agradecendo por ter esperado algumas horas para estar ali. Aprendi muito e me emocionei ainda mais. Destaque para uma aula que tive sobre música nordestina onde me arrisquei a tocar arcordeon e passei a admirar ainda mais os trios nordestinos. Ô instrumento difícil! É possível conhecer o local em aproximadamente uma hora e meia, eu devo ter ficado umas duas horas e pouquinho porque não quis sair dessa aula de música antes do fim de tão bacana que estava. 

 

O ingresso do Cais do Sertão Custa R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Comprei a inteira e tinha direito a meia entrada no Paço do Frevo. Infelizmente não consegui ir, mas quero voltar porque pelo que vi e li sobre o local, também vale muito a pena.

 

Como era sábado de São João, feriado na cidade, as ruas estavam um pouco vazias, eu terminei dando mais umas voltas e voltando para o hotel. Mas por lá, em dia de semana ou sem feriado ainda tem muita coisa bacana pra descobrir.

 

  

 Domingo – conversando, lendo e fuçando durante à noite na internet, descobri um passeio muito interessante para fazer no domingo. O passeio chama Recife e suas pontes. É bem verdade que não dei muita sorte com o tempo. Caiu uma chuva daquelas. Mas, sem dúvidas, é uma boa maneira de conhecer a cidade. Embarquei no passeio das 11h. O percurso dura cerca de 1h10 navegando o rio Capibaribe. Neste tempo percorremos as três ilhas do Centro de Recife (Santo Antonio, Recife Antigo e Boa Vista) e passamos por baixo de cinco pontes (Ponte 12 de Setembro, Ponte Maurício de Nassau, Ponte Manuel Buarque de Macedo, Ponte Princesa Isabel e Ponte Duarte Coelho). Durante o city tour pelas águas foi possível apreciar vários pontos turísticos, como o Parque de Esculturas de Francisco Brennand, a Praça do Marco Zero, o Paço Alfândega, o Ginásio Pernambucano, a Assembleia Legislativa, o Cinema São Luís, o Teatro de Santa Isabel e o casario da Rua da Aurora. À bordo, um guia contava histórias e curiosidades da cidade. Custa R$ 50 por pessoa. Fiz com a empresa Catamaran Tours (@catamarantours). 

 

 

 

 

De lá fui direto para o Instituto Ricardo Brennand. Cheguei às 13h, hora de abertura do local. Tudo devidamente cronometrado , pois teria que sair entre 14h e 14h30 para pegar meu voo. O local é considerado um dos cinco melhores museus do Brasil e sem dúvidas é um dos mais bonitos. Me lembrou  muito Inhotim, em Minas Gerias. Como tinha um tempo definido não pude olhar detalhadamente todo o acervo. Mas vale muito a pena perde-se entre as obras de arte expostas por lá. São ao todo  três prédios divididos em Museu Castelo de São João, Pinacoteca e Galeria, e mais a capela Nossa Senhora das Graças. O local foi fundado em 2002 pelo empresário e colecionador pernambucano Ricardo Brennand. Em sua coleção permanente estão objetos de diversas procedências de períodos entre a Baixa Idade Média e o século XXI. No momento,   o instituto está em cartaz com as mostras "Frans Post e o Brasil Holandês", "O Julgamento de Fouquet" e "Paisagens Brasileiras do Século XIX", na Pinacoteca. O Museu Castelo São João também encontra-se aberto à visitação com um rico acervo de armas brancas. Aliás, um dos maiores acervos particulares do mundo.

 

 

 

 

Enfim, foi corrido, mas valeu super a pena. Faria tudo novamente. A verdade é que agora com esses aplicativos de carros particulares é possível fazer essas viagens rápidas sem gastar tanto dinheiro e de quebra ainda ouvir várias histórias de vida como as que eu ouvi no Recife...

 

Serviço:

 

Cais do Sertão (@caisdosertão)

http://www.caisdosertao.org.br/

Endereço: Av. Alfredo Lisboa, S/N.
(81) 4042-0484

 

Embaixada dos Bonecos Gigantes

Endereço: R. do Bom Jesus, 183 - Recife Antigo, Recife

http://www.bonecosgigantesdeolinda.com.br/
Entrada:  Adultos R$ 10. Criança (com até 12 anos) acompanhada por adulto pagante, entra sem pagar.

 

Paço do Frevo

Endereço: Praça do Arsenal da Marina s/n  - Recife-PE

http://www.pacodofrevo.org.br/

(81) 3355-9500

 

Catamaran Tours

Endereço: Cais Santa Rita, s/n - São José, Recife - PE

http://www.catamarantours.com.br/

(81) 3424-2845

 

Instituto Ricardo Brennand

Endereço: Alameda Antônio Brennand, s/n - São João, Recife - PE, 50791-904

http://www.institutoricardobrennand.org.br

Horário: terça a domingo, das 13h às 17h. Abriremos o Instituto RB para grupos agendados nas quarta-feira de manhã.
Entrada: R$ 25,00 (Inteira) e R$ 12,00 (meia).

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#1 

Catha é pernamboana (uma pernambucana criada em Alagoas).

#2

Catha come hambúguer pelo menos uma vez por semana rs!

 

#3

Catha adora despertar com cheirinho de café...

DICAS DE CATHA CASTRO!

© 2016 - Catha Castro - Mallerba Comunicação

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